Dionne Warwick de A a Z
Certas vozes conseguem encantar o ouvinte logo na primeira frase da canção. É um privilégio que só os grandes intérpretes conseguem alcançar, sem sombra de dúvida. E Dionne Warwick se encaixa nessa definição. Cantora pop, com escola da soul e do gospel norteamericano, ela se notabilizou por interpretar as canções de Burt Bacharach e Hal David nos anos 60. Mas provou que, ao completar 50 anos de carreira, pode cantar o que quiser com incrível competência.
Para marcar o cinquentenário da carreira, Dionne Warwick escolheu canções dos compositores preferidos de Frank Sinatra: Sammy Cahn and Jack Wolf. O cd "Only Trust Your Heart" é um trabalho diferenciado, que segue a linha do jazz tradicional, com acompanhamento bem básico nos arranjos.
Fazer releituras de clássicos, aliás, não é bem uma novidade para Dionne Warwick. Em 1990, ela revisitou de forma brilhante a obra de Cole Porter, outro ícone americano da música. E até conseguiu emplacar uma canção nas paradas (Begin The Beguine). Uma prova de que o jazz também foi decisivo para sua formação como intérprete.
Nesse novo disco ela seguiu uma linha musical mais introspectiva. Embora sejam canções que Sinatra certamente recomendaria para ela gravar, não há um grande hit conhecido no Brasil. Na faixa título (Only Trust Your Heart), que abre o disco, a bossa nova está presente no arranjo. Parece quase evocar o clássico Walk On By, da dupla Bacharach/David.
Keep Me In Mind tem um arranjo com clima de trilha sonora de filme de agente secreto dos anos 60. E a balada I Fall In Love To Easily segue essa mesma linha clássica, assim como a deliciosas You I Love e Wonder Why, com seus refrões irresistíveis.
Nas baladas, para variar, Dionne simplesmente arrasa. Em If You Can Dream, por exemplo, ela dá uma aula de sentimento e interpretação, bem ao estilo das divas do jazz, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Outra aula de jazz é Pocketful Of Miracles, uma canção onde ela mostra porque conquistou vários prêmios ao longo da sua extensa carreira.
É claro que os 50 anos na estrada da música não poderiam passar em branco. Mas podemos dizer que Dionne ousou nesse lançamento. Ela poderia ter optado por um disco ao vivo, por exemplo, com seus maiores sucessos. Mas preferiu gravar um com canções que ela ainda não havia gravado antes. Por isso é que quase que funciona como um material inédito em sua voz privilegiada. Espero que a diva americana tenha mais tempo para produzir outros discos tão bons como esse, onde nos dá uma aula de jazz e sentimento.
Como ainda não há vídeos relativos ao disco novo, optei por postar um de 1993, gravado ao vivo, com a famosa releitura da canção Begin The Beguine, de Cole Porter.
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Para marcar o cinquentenário da carreira, Dionne Warwick escolheu canções dos compositores preferidos de Frank Sinatra: Sammy Cahn and Jack Wolf. O cd "Only Trust Your Heart" é um trabalho diferenciado, que segue a linha do jazz tradicional, com acompanhamento bem básico nos arranjos.
Fazer releituras de clássicos, aliás, não é bem uma novidade para Dionne Warwick. Em 1990, ela revisitou de forma brilhante a obra de Cole Porter, outro ícone americano da música. E até conseguiu emplacar uma canção nas paradas (Begin The Beguine). Uma prova de que o jazz também foi decisivo para sua formação como intérprete.
Nesse novo disco ela seguiu uma linha musical mais introspectiva. Embora sejam canções que Sinatra certamente recomendaria para ela gravar, não há um grande hit conhecido no Brasil. Na faixa título (Only Trust Your Heart), que abre o disco, a bossa nova está presente no arranjo. Parece quase evocar o clássico Walk On By, da dupla Bacharach/David.
Keep Me In Mind tem um arranjo com clima de trilha sonora de filme de agente secreto dos anos 60. E a balada I Fall In Love To Easily segue essa mesma linha clássica, assim como a deliciosas You I Love e Wonder Why, com seus refrões irresistíveis.
Nas baladas, para variar, Dionne simplesmente arrasa. Em If You Can Dream, por exemplo, ela dá uma aula de sentimento e interpretação, bem ao estilo das divas do jazz, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Outra aula de jazz é Pocketful Of Miracles, uma canção onde ela mostra porque conquistou vários prêmios ao longo da sua extensa carreira.
É claro que os 50 anos na estrada da música não poderiam passar em branco. Mas podemos dizer que Dionne ousou nesse lançamento. Ela poderia ter optado por um disco ao vivo, por exemplo, com seus maiores sucessos. Mas preferiu gravar um com canções que ela ainda não havia gravado antes. Por isso é que quase que funciona como um material inédito em sua voz privilegiada. Espero que a diva americana tenha mais tempo para produzir outros discos tão bons como esse, onde nos dá uma aula de jazz e sentimento.
Como ainda não há vídeos relativos ao disco novo, optei por postar um de 1993, gravado ao vivo, com a famosa releitura da canção Begin The Beguine, de Cole Porter.
“Bebo, Sim”. Não preciso dizer mais nada

Já faz certo tempo que fui ao bar “Bebo, Sim”, que fica escondido na Rua Afonso Bovero, em perdizes. E quando digo escondido é porque o ambiente mal é notado em meio aos prédios que o cercam. E essa não é desculpa de quem por duas vezes passou em frente ao local sem achá-lo. Tirado esse deslocamento geográfico do bar, que não combina muito com a região, o “Bebo, Sim” é para quem gosta de três coisas essenciais na vida: amigos, conversa e cerveja. Ao constatar isso, tive certeza: fui ao local certo.
E esse clima intimista é ajudado por outros fatores, como o tamanho relativamente pequeno e o serviço amigável. Veja como eles são bonzinhos. Lá pelas tantas, quando você bebeu e a barriga já começa a reclamar por comida, os garçons aparecem para servir gratuitamente pão de queijo. Delícia. Mas não acaba por aí, não. Eles querem agradar ainda mais e, de repente, surgem distribuindo cachacinhas ou semelhantes.
Portanto, é para ir com o verdadeiro espírito de boemia. Sair de casa pensando: “Ah, hoje eu vou beber mesmo”. E se você pensa assim todo dia, tudo bem, lá vale como passeio alternativo. Lugar para ir com os amigos, jogar papo fora e não se preocupar com mais nada. Nas caixas de som o que domina é a mpb, nada para combinar melhor com o clima.
Ah, e tem um importante ponto positivo que evita confusão: comandas individuais. A entrada só é paga depois das 22h de sextas, sábados e vésperas de feriados, quando R$ 15 mangos já morrem na porta. Mas, entre, beba e esqueça isso.
Avaliação: 8
Serviço
Avenida Professor Alfonso Bovero, nº 1056, Perdizes.
Das 20h até o último cliente.
Fecha domingo e segunda.
Promo "Kit Hollywood"
O leriano Marco Tirelli foi para Los Angeles e quem fatura é você. Dessa vez sortearemos um "Kit Hollywood", que conta com uma caneca pra lá de bacanuda e três fotos reais de atores "in" (Meryl Streep, Angelina Jolie e Brad Pitt). A gente não está mentindo, não... a língua preta disse que foram os paparazzis que tiraram as fotografias. Juro! Mais informações com o próprio Tirelli... hahaha!
O esquema para participar é fácil - e vocês já estão carecas de saber como funciona. Quanto mais divulgarem, mais chances de ganhar! Veja passo a passo o que você precisa fazer:
1. Siga o perfil do Lérias & Lixos no Twitter. Clique aqui e faça isso agora mesmo!
2. Tuitar a seguinte mensagem: Eba! O @Tirelli_SP foi pra LA, mas eu que ganho. Siga, dê RT e concorra o Kit Hollywood com caneca e fotos! http://migre.me/4bbI1
3. Agora é só cruzar os dedos e boa sorte! Resultado sairá no dia 08/04/11, sexta-feira.Importante: Se o vencedor não enviar seus dados para a equipe dentro do prazo estipulado e divulgado em tuitada e/ou DM informativa, o prêmio estará sujeito a outro sorteio ou será destinado ao primeiro colocado da lista de desistência promovida pelo site após a finalização do mesmo. Perfis de Twitter exclusivos para promoções não serão aceitos nesta ação de marketing.
Unidade clandestina da CIA é o tema de "Chaos"
Quando a emissora líder de audiência da TV aberta americana lança uma nova série - quase no fim de temporada - temos que prestar atenção. A CBS tem em sua grade sucessos como “NCIS”, “Criminal Minds”, “The Good Wife”, “The Big Bang Theory”, “Two and a Half Men”, “How I Met Your Mother”, “The Mentalist”, a franquia “CSI”, e muitas outras. São tantos casos de sucesso, que fica difícil para a emissora arrumar espaço na programação de seriados para novos projetos.Uma das poucas séries que não vem rendendo boas audiências, mesmo tendo tido um bom começo, é “The Defenders”. Os advogados de Las Vegas foram até transferidos para a pouco querida noite das sextas-feiras, tamanho foi o desapontamento com seu desempenho. O episódio final de sua temporada de estreia, exibido dia 25/03, teve clima de despedida final. Não é sem motivos que a série está sendo dada como virtualmente cancelada pelos especialistas. Foi justamente no slot da série agonizante que estreou “CHAOS”, descrita inicialmente como um drama de espionagem.
Por tudo que li sobre “CHAOS”, esperava um drama sério sobre a CIA, a agência de espionagem e contra-espionagem americana. Após ver o piloto que estreou na última sexta-feira, duas imprecisões ficaram claras.
Em primeiro lugar, a Clandestine Administration and Oversight Services (CHAOS) ou Administração Clandestina e Serviços de Supervisão não é uma unidade clandestina da CIA que usa qualquer meio necessário para concluir suas missões, mesmo que esses métodos sejam, digamos, pouco ortodoxos. O CHAOS do título é um departamento inteiro da CIA, liderado pelo Diretor H.J. Higgins (Kurtwood Smith), um burocrata linha dura para o qual ter sucesso é não falhar. Em segundo lugar, classificar a série como um drama é no mínimo um exagero. A série novata é no máximo uma “dramédia”.
No piloto, o calouro de origem porto-riquenha Rick Martinez (Freddy Rodriguez) é informado por Higgins que a divisão para qual foi designado estava extinta. Martinez simplesmente não pode acreditar que uma vida inteira dedicada ao sonho de se tornar um espião da CIA tenha sido jogada no lixo em apenas um dia. Higgins fica genuinamente tocado pelo desabafo de um novo agente e oferece a ele uma alternativa para continuar na agência: se infiltrar em uma equipe abominada por Higgins e fornecer munição ao diretor para destruí-la.
A equipe em questão é a do Office of Disruptive Services (ODS) ou Escritório de Serviços Desruptores, um estranho grupo liderado pelo cerebral e paranóico Michael Dorset (Eric Close). Billy Collins (James Murray), um ex-agente secreto britânico e a “arma humana” Casey Malick (Tim Blake Nelson) completam o time. O ODS tem pouco ou nenhum respeito pela burocracia e política que envolvem a agência e tomam atalhos sempre que julgam necessário. Seja roubando a cadeira e o computador de um colega hospitalizado, ou até mesmo executando uma missão de resgate no Oriente Médio, sem a autorização de seus superiores.
A série atraiu uma audiência fraca para os altos padrões da CBS, mesmo para as noites de sexta-feira: 6,4 milhões de espectadores, sendo 1,1 na faixa etária de 18-49, a mais desejada. A média da emissora na noite foi de 9,4 milhões, o que dá uma boa noção do desempenho de “CHAOS”.
Gostei do clima da série e da química da equipe ODS. O veterano Eric Close (“Dark Skies”) está perfeito no papel e Freddy Rodriguez (“Six Feet Under”) faz um decente trabalho como o calouro desesperado por sucesso, aceitação e aprovação de seus pares. O resto do elenco também não decepciona. Infelizmente para a série, a história mostra que estreias com pouca audiência significam vida curta. Ainda mais na CBS dos dias de hoje.
Assista ao trailer
Ficha Técnica
Elenco: Freddy Rodriguez (“Ugly Betty”), Kurtwood Smith (“That 70s Show”), Eric Close (“Without a Trace”), James Murray (“Primeval”), Tim Blake Nelson (Minority Report – A Nova Lei), Christina Cole (“Lost in Austen”) e Carmen Ejogo (“Kidnapped”).
Direção: Brett Ratner (X-Men III – O Confronto Final) e Ron Underwood (“Hellcats”).
Produção: Brett Ratner (“Prison Break”), Martha Haight (No Limite da Maldade), Bruce Zimmerman (“Army Wives”) e Harry V. Bring (“Army Wives”).
A saga dos estacionamentos e valets
Amanda Santoro questiona o valor cobrado pelos estacionamentos quando, em troca, a maioria deles oferece um serviço bem meia boca.
Star City: Todo dia é dia de feijoada!
TEXTO ESCRITO POR MARCO TIRELLI.
Para aqueles que curtem saborear uma suculenta feijoada aqui vai uma dica das boas. E nem precisa, necessariamente, ser às quartas ou sábados. Em São Paulo há dois bons restaurantes que servem o prato diariamente: Bolinha e Star City.
A primeira vez que fui ao Star City faz uns dez anos. De lá para cá sempre que posso dou uma passadinha no lugar. Em uma dessas idas, resolvi escrever sobre esta casa que já tem 58 anos completos e sempre sob o comando da mesma família.
Inaugurado em 1953, o restaurante inicialmente ficava na Av. Angélica. Em 1962, o Star City estabeleceu-se no bairro de Santa Cecília onde está até hoje. Pela fachada e pelo local, as pessoas não imaginam o que verão do outro lado da porta. Mas ao entrar no Star City você encontra um ambiente clássico ao estilo rústico-chique, com antigos lambris, que era a cara de São Paulo nos anos 60. Confesso que a decoração clama por uma reforminha básica, porém com cuidados para não perder suas características históricas.
Para aqueles que curtem saborear uma suculenta feijoada aqui vai uma dica das boas. E nem precisa, necessariamente, ser às quartas ou sábados. Em São Paulo há dois bons restaurantes que servem o prato diariamente: Bolinha e Star City.
A primeira vez que fui ao Star City faz uns dez anos. De lá para cá sempre que posso dou uma passadinha no lugar. Em uma dessas idas, resolvi escrever sobre esta casa que já tem 58 anos completos e sempre sob o comando da mesma família.
Inaugurado em 1953, o restaurante inicialmente ficava na Av. Angélica. Em 1962, o Star City estabeleceu-se no bairro de Santa Cecília onde está até hoje. Pela fachada e pelo local, as pessoas não imaginam o que verão do outro lado da porta. Mas ao entrar no Star City você encontra um ambiente clássico ao estilo rústico-chique, com antigos lambris, que era a cara de São Paulo nos anos 60. Confesso que a decoração clama por uma reforminha básica, porém com cuidados para não perder suas características históricas.
O ambiente nostálgico é completado por garçons que estão na casa há mais de 20 anos com seus uniformes impecáveis, assim como o serviço à francesa, que é de praxe.
Por um preço único (homem R$ 49,80 e mulher R$ 41,50), o cliente curtirá a sua feijoada com aquele suculento caldo e os acompanhamentos servidos à vontade. Não deixe de experimentar a batida de limão (cortesia da casa) que já faz parte da feijoada preparada com cachaça de alambique pelo simpático proprietário sr. Osmar - e que vem acompanhada do caldinho de feijão.
A simpatia dos garçons também vale ser lembrada. Ao menor sinal de que a sua cumbuca esteja se esvaziando, imediatamente aparece outra cheinha e você começa tudo de novo.
Após a refeição e com uns quilinhos a mais, resta-nos apenas elogiar esta rica tradição.
Avaliação: 8,5
Serviço: Restaurante Star City
Rua Frederico Abranches, 453 - Santa Cecília - São Paulo - SP
Telefone: (011) 3331-2044
Site: www.starcity.com.br
Tá sem grana? Faça você mesma!
TEXTO ESCRITO POR BIA TABOSA.
Comecei a escrever esse texto quando me vi falida, com alguns dígitos vermelhos na conta corrente, e o pior... Ainda não tinha comprado nem metade das desejadas aquisições de inverno! Passando o tempo no twitter vi uma dica do @petiscos que me chamou atenção, o blog PS: I made this.
Entrei lá e fiquei surpresa com a naturalidade e a criatividade que a Erica escreve e faz tutoriais. "Como se fosse SUPER fácil", pensei eu. Porém lendo, lendo e chegando ao post mais antigo, percebi que não deve ser assim tão difícil! Até porque os materiais que ela usa podem ser encontrados em qualquer loja de armarinho (aquelas que vendem linhas de costura, botões, lãs, missangas, etc) ou então na região da 25 de março, em São Paulo. Escolhi algumas ideias que me chamaram a atenção por serem bacanas, usáveis e fáceis de fazer. Bora ver?
Headband
A tiara com inspiração nos anos 20 pode ser usada tanto de dia como de noite, dando um toque romântico no look.
Essa faixa com pedraria maximalista dá um up em qualquer visual, por isso use-a com outras peças mais neutras.
Lacebow
Não tenho certeza se o resultado desse laço vai ficar bom, pois não testei em casa. Mas a ideia é ótima até porque nunca encontrei uma tiara com laço de renda por menos de R$30!
Saia fru
Essa saia é para meninas ousadas e de preferência de quadril estreito, pois as pluminhas dão um volume extra.
Espero que tenham gostado das dicas e consumam moda de maneira consciente. Claro que não é fácil abrir mão daqueles passeios deliciosos no shopping, mas podemos fazê-los sem furar o orçamento! Certo?
"I see it. I like it. I make it."
"I see it. I like it. I make it."
The Kills mantém som alternativo com veia pop
TEXTO ESCRITO POR LUIZ OTERO.
Nos últimos anos, o cenário pop foi invadido por um movimento intitulado indie rock, que tem produzido coisas bem interessantes. Sem aquela preocupação de seguir padrões comerciais prontos, essas bandas procuram se basear em conceitos musicais próprios, ainda que sejam claramente influenciados (no bom sentido, é claro) por ícones do rock.
Um dos grupos que tem se destacado neste cenário é o The Kills, que lançou seu quarto disco, "Blood Pressures", mantendo a escrita de uma imagem com postura hedonista. E uma sonoridade que mistura um caldeirão de influências musicais.
Para quem não sabe, o grupo é centrado na dupla formada pela cantora Alison "VV" Mosshart (que fazia parte de uma banda punk) e pelo músico Jamie "Hotel" Vince. Um tipo de formação que nos remete a outra dupla famosa do rock atual: The White Stripes. É claro que as comparações são inevitáveis. Até porque as influências de ambos são as mesmas: Velvet Underground, Lou Reed e Patti Smith, só para citar três exemplos bem claros.
As fotos de divulgação da dupla, bem como a forma de relação com a mídia, revelam uma certa postura hedonista, na tradição de Jim Morrison, o cantor e líder o The Doors. Mas sem o apelo autodestrutivo dos anos 70. É somente uma questão de atitude.
The Kills é mesmo um caldeirão de sonoridades. Começa o disco com um toque meio industrial em "Future Starts Slow", passando pela soturna "Satellite" (só prá constar: Lou Reed tem uma música famosa chamada "Satellite Of Love", composta nos anos 70) e pela animada "Heart Is A Beating Drum" (O coração é como uma batida de bateria).
A voz e a interpreção de Alison VV Mosshart lembra mesmo Patti Smith, mas sem aquela acidez característica de Patti. The Kills tem um pé no pop, mas com aquela característica de banda alternativa que mescla vários elementos eletrônicos em suas produções.
Há uma balada, chamada "The Last Goodbye", que ganha ares épicos com um arranjo em que o piano faz a marcação principal para o vocal de Alison. Curiosamente esta faixa lembra aquelas baladas doces que Burt Bacharach compunha com seu parceiro Hal David nos anos 60.
E o vocal de Alison se dá bem no rock "DNA", cujo riff principal na guitarra nos remete a outro ícone dos anos 60/70: Marc Bolan e a banda T-Rex, que também são notados na faixa "Baby Says".
Ainda que a sombra do White Stripes seja evidente, é correto afirmar que The Kills tem um brilho próprio. A dupla consegue dosar bem as suas influências e manter a sua personalidade. "Blood Pressures" é de longe uma das melhores coisas lançadas este ano na música. Um rock com cara de banda de garagem, mas sem soar anticomercial. O grupo não renega a sua veia pop. E por isso mesmo acaba se tornando interessante.
Nos últimos anos, o cenário pop foi invadido por um movimento intitulado indie rock, que tem produzido coisas bem interessantes. Sem aquela preocupação de seguir padrões comerciais prontos, essas bandas procuram se basear em conceitos musicais próprios, ainda que sejam claramente influenciados (no bom sentido, é claro) por ícones do rock.
Um dos grupos que tem se destacado neste cenário é o The Kills, que lançou seu quarto disco, "Blood Pressures", mantendo a escrita de uma imagem com postura hedonista. E uma sonoridade que mistura um caldeirão de influências musicais.
Para quem não sabe, o grupo é centrado na dupla formada pela cantora Alison "VV" Mosshart (que fazia parte de uma banda punk) e pelo músico Jamie "Hotel" Vince. Um tipo de formação que nos remete a outra dupla famosa do rock atual: The White Stripes. É claro que as comparações são inevitáveis. Até porque as influências de ambos são as mesmas: Velvet Underground, Lou Reed e Patti Smith, só para citar três exemplos bem claros.
As fotos de divulgação da dupla, bem como a forma de relação com a mídia, revelam uma certa postura hedonista, na tradição de Jim Morrison, o cantor e líder o The Doors. Mas sem o apelo autodestrutivo dos anos 70. É somente uma questão de atitude.
The Kills é mesmo um caldeirão de sonoridades. Começa o disco com um toque meio industrial em "Future Starts Slow", passando pela soturna "Satellite" (só prá constar: Lou Reed tem uma música famosa chamada "Satellite Of Love", composta nos anos 70) e pela animada "Heart Is A Beating Drum" (O coração é como uma batida de bateria).
A voz e a interpreção de Alison VV Mosshart lembra mesmo Patti Smith, mas sem aquela acidez característica de Patti. The Kills tem um pé no pop, mas com aquela característica de banda alternativa que mescla vários elementos eletrônicos em suas produções.
Há uma balada, chamada "The Last Goodbye", que ganha ares épicos com um arranjo em que o piano faz a marcação principal para o vocal de Alison. Curiosamente esta faixa lembra aquelas baladas doces que Burt Bacharach compunha com seu parceiro Hal David nos anos 60.
E o vocal de Alison se dá bem no rock "DNA", cujo riff principal na guitarra nos remete a outro ícone dos anos 60/70: Marc Bolan e a banda T-Rex, que também são notados na faixa "Baby Says".
Ainda que a sombra do White Stripes seja evidente, é correto afirmar que The Kills tem um brilho próprio. A dupla consegue dosar bem as suas influências e manter a sua personalidade. "Blood Pressures" é de longe uma das melhores coisas lançadas este ano na música. Um rock com cara de banda de garagem, mas sem soar anticomercial. O grupo não renega a sua veia pop. E por isso mesmo acaba se tornando interessante.
Hoje é dia de Maria
Acompanhei algumas - muitas - edições do BBB e afirmo sem sombra de dúvida que essa 11ª foi a mais chata de todas. E pelo visto não só eu encarei dessa forma: os números da audiência sofreram queda significativa, Boninho mexeu e remexeu nas regras para "incrementar" o programa e tarefa difícil, quase impossível, foi achar um vilão. Talula foi a que mais chegou perto disso, mas quem a via desse jeito, nesses termos, deve ter sérios problemas, afinal BBB é um jogo - mesmo que o público insista em ver de outra forma. Imagina, gente, até para despontar um protagonista demorou! Quer coisa mais fácil do que um "personagem principal e relevante"? Nisso, ao menos, a doença achou antídoto. Tardou mas Maria e Daniel desabrocharam, e me perdoem desde já pela piadinha de duplo sentido.Fiquei muito feliz com a vitória da sister porque pude comprovar que não sou aquela pé frio de marca maior. Desde o primeiro BBB, o meu favorito acaba ficando pelo caminho e não foi isso o que aconteceu dessa vez. Tá certo que só comecei a acompanhar o programa quando ele estava bem adiantado - e talvez seja por isso que tenha ocorrido essa simpatia natural pela polêmica atriz -, mas o fato é que minha torcida vingou.
Toda a filosofia de BBB que Bial tenta passar como algo frutífero para a sociedade não tem muita aplicabilidade no dia a dia. Não escutamos nada muito interessante sobre o transexualismo, por exemplo. O que se faz a torto e a direito são piadinhas sobre o tema, mas admito que isso também fomenta uma abordagem do assunto, mesmo que de maneira pejorativa e superficial.
Nada me entristeceria mais do que uma vitória do bom moço Wesley. Nada contra ele, aliás, até simpatizo, mas como dar R$ 1,5 milhão para alguém tão apagado assim? Mesmo caso de Rodrigão, que foi mais longe do que deveria. Às vezes as decisões do público me estarrecem.
Maria é mulher, bonita, gostosa, rica, safada e ainda carrega a marca da incerteza sobre o seu passado (vídeos eróticos sob o codinome de Meg Melillo pipocaram na internet e Ariadna chegou a afirmar na casa de vidro que a sister era prostituta). Chega daquela coisa chata e sem graça da mulher que não existe, da mulher que não representa as mulheres. Calma, gatinhas, não digo que vocês sejam iguais à Maria, sem mudar uma vírgula sequer, mas é interessante ver que ganhou alguém que poderia ser minha amiga, minha bróder, que poderia ser eu mesma (guardando as devidas proporções da coisa!).
Minha torcida já passou por boas moças também, como Grazi Massafera (BBB5) e Mariana Felício (BBB6), mas confesso que as polêmicas me agradam mais. Torci por Priscila Pires (BBB9), Nathalia Casassola (BBB8), Manuela Saadeh (BBB2)... em vão. Sorte que a história mudou. Quebrando um monte de julgamentos, a maioria machistas, Maria levou o maior prêmio da história do BBB de forma muito justa. Pena que só tenha conseguido isso por ter sido rejeitada e humilhada por Maurício, fazendo com que o público se apiedasse dela. A sister teria pré-requisitos de sobra para faturar a quantia sem a tal "botinada".
Aguardo o dia em que a vitória virá de maneira firme e forte para uma BBB mulher. A sociedade evoluiu? Evoluiu, pena que não do jeito que eu gostaria. Queria que Maria levasse o prêmio por "n" motivos, não por ter sido rejeitada. Ainda me parece um alicerce muito frágil. Acho que as futuras BBBs precisarão aflorar aquela aura de "girl power", façam um workshop com as Spice Girls. Ok, não façam, mas esse é o meu recado. E agora vou queimar um sutiã lá na esquina e já volto.
Iron Maiden faz show tumultuado no Rio de Janeiro
Desde então, assisti outros nove shows da Donzela de Ferro, no Rio e em São Paulo, e o último deles, pertencente à turnê The Final Frontier World Tour - marcado para a noite de 27 de Março, mas somente realizado na noite seguinte - foi sem dúvida alguma o mais tumultuado.
No dia marcado no ingresso, muitos fãs madrugaram na porta da HSBC Arena, situada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com a certeza de ficar na chamada “zona do gargarejo”. Muitos outros, inclusive eu, deixaram para chegar mais perto do horário marcado para o início da apresentação. Erro grave em se tratando de shows no Brasil, em particular no Rio de Janeiro. A organização não poderia ser pior. A prefeitura não fez qualquer esforço para esquematizar o trânsito e os organizadores, se é que podem ser chamados assim, fizeram um grande esforço para irritar o público.
Para começar, divulgaram que os portões seriam abertos às 18h30 e somente o fizeram às 19h20. Esse atraso ajudou a aumentar a confusão na fila de entrada e, mais uma vez, faltaram funcionários da Arena para organizar a bagunça. A esse cenário caótico, some a falta de educação e cidadania de boa parte dos presentes e você terá o quadro exato que encontrei ao chegar ao local.
Depois de muito esforço e paciência consegui entrar na Arena, já depois das 20h30, horário marcado para o início do show principal. Descubro que meu ingresso para pista Premium valia menos do que eu imaginava. Inexplicavelmente o local reservado para esse tipo de ingresso - que é bem mais caro - era maior que o da pista comum. Nunca devem ter ouvido falar no conceito de raridade relativa. Caso para o PROCON.
Sendo um Domingo, nada justificaria um atraso, a não ser o péssimo planejamento. Como começar o show com tanta gente ainda por entrar? Já eram 21h20 quando o sistema de som começou a tocar Doctor, Doctor, da banda alemã UFO, tema tradicional de abertura dos shows do Iron Maiden. Em seguida foi exibido um vídeo com Satellite 15, a introdução do disco The Final Frontier, o 15º e mais recente da banda. Ao fim deste, finalmente a banda subiu ao palco. Bruce Dickinson (Vocal), Steve Harris (Baixo), Adrian Smith (Guitarra), Dave Murray (Guitarra), Janick Gears (Guitarra) e Nicko Mcbrain (Bateria) iniciaram a apresentação tocando The Final Frontier.
No meio da música, o carismático vocalista olha assustado para a plateia e para de cantar. Ainda com a parte instrumental sendo tocada pela banda, ele avisa que a barreira de contenção que separa o público do palco tinha desabado e que todos deveriam dar um passo para trás para aliviar a pressão sobre quem estava mais à frente. Dickinson não volta mais a cantar até resto da banda terminar a primeira música. Ele, então, anuncia em inglês que o show não pode continuar sem a barreira, que a banda sairia do palco por 10 minutos para que ela fosse recuperada e que começaria o show novamente desde o início.
Assista ao vídeo com a queda da barreira de segurança:
Bem depois do prazo prometido, Dickinson volta ao palco com uma tradutora e a notícia que traziam não poderia ser pior: a barreira estava completamente destruída e não tinha como ser consertada. O show estava definitivamente comprometido. Ele pede desculpas e avisa do adiamento para o dia seguinte. Vaias gerais, apesar do carinho do público com o ídolo.
Veja a foto da barreira de contenção antes da queda
Na segunda-feira (28/3), com um público menor, a entrada foi mais tranqüila. Note que falei tranqüila e não organizada. Já o trânsito nos arredores era bem pior, como era de se esperar em um dia útil. O atraso se repetiu e mais uma vez o grupo começou a apresentação pouco antes das 21h30.
A banda mostrou a competência musical de sempre e é notável reparar como seus integrantes envelhecem dignamente. O palco e a iluminação dessa turnê são caprichados como de costume. O som começou melhor que o esperado, embolou em El Dorado, a segunda a ser tocada, e depois voltou a ficar aceitável.
O repertório escolhido foi o ponto fraco. Sendo muito sincero, o excesso de músicas do novo disco (5) no set list não me agradou. Não que ele seja ruim, mas simplesmente não consigo ignorar o abismo de qualidade que separa as composições até o disco Fear of The Dark (1992) de tudo que veio depois. Quando tocadas junto com os antigos clássicos, as novas composições parecem ainda piores por comparação.
O set list:
1- Satellite 15...The Final Frontier
2- El Dorado
3- 2 Minutes to Midnight
4- The Talisman
5- Coming Home
6- Dance of Death
7- The Trooper
8- The Wicker Man
9- Blood Brothers
10- When The Wild Wind Blows
11- The Evil That Men Do
12- Fear of the Dark
13- Iron Maiden
Bis
14- The Number of The Beast
15- Hallowed Be Thy Name
16- Running Free
Cuidado ao passar pela Vila Madalena e Pinheiros!
TEXTO ESCRITO POR FELIPE GUIMARÃES. Sei que parte dos leitores do Lérias não passa frequentemente pelas ruas da Vila Madalena e Pinheiros, muito menos vive em São Paulo, mas esse assunto é importante para os moradores da região e para as pessoas que pretendem passar por lá. Pois bem, voltando do cursinho me deparei com a seguinte notícia: esses dois bairros têm sofrido grandes números de arrastões nos últimos tempos - sem mencionar os casos do Shopping Morumbi. Surpresa pra mim não é, mas quem irá nos defender?
Bom, primeiro vou explicar porque não é surpresa: ano passado, voltando da escola com uma amiga, um arrastão aconteceu bem no ônibus em que estávamos. De mim eles roubaram apenas um celular "tijolo". Mas o chip, para o azar dos ladrões, foi bloqueado logo após o arrastão e eu ganhei um novo aparelho. Acho que foi o primeiro assalto lucrativo que já aconteceu comigo, mas minha amiga e as pessoas do ônibus não tiveram a mesma sorte. Perderam dinheiro e bens preciosos, enquanto os bandidos fugiam ilesos e sorridentes. Pra mim, não é surpresa que a segurança desses bairros esteja cada vez mais decadente, sem falar em algumas regiões ao redor da Av. Pompéia. Mas a insegurança está aumentando ainda mais e isso é alarmante.
Então, meu caro leitor, tome cuidado quando for transitar por essa região, pois passo por ela todos os dias e tenho uma ideia de como é. Por mais que a gente queira, a vida não é como nos filmes de super-heróis. Chapolin, Homem-Aranha e Batman não vão aparecer para pegar os bandidos e salvar o dia. Oh não! Vivemos em um mundo real e, aqui, temos a bondosa polícia desacreditada por todos.
Daqui a pouco "vou-me embora para Passárgada", longe de tudo, inclusive dos impostos e das taxas sem fim.
Nossos pais tinham razão, Elizeth Cardoso é Divina!
TEXTO ESCRITO POR LUIZ OTERO.A Bossa Nova teve que contar com seus padrinhos e madrinhas para conseguir vingar como movimento musical. Mesmo trazendo um certo frescor para a nossa música, os personagens principais desse reverenciado estilo musical se valeram da parceria com alguns nomes que já estavam em evidência na chamada Era de Ouro do rádio (anos 30/50), para se consolidar na nossa cultura popular.
E mais precisamente em 1958, o mesmo ano do antológico disco de João Gilberto (e da conquista da primeira Copa do Mundo de Futebol pelo Brasil), a Divina Elizeth Cardoso (1920-1990) entrou de cabeça no movimento. Ela gravou um de seus melhores trabalhos, denominado "Canção do Amor Demais", uma verdadeira pérola musical que, graças a Deus, foi relançada há alguns anos em CD.
O disco tem 13 canções, sendo que 11 são parcerias de Tom Jobim e Vinícius de Morais, com os arranjos do maestro soberano (apelido dado por Chico Buarque ao amigo e mestre Tom Jobim). As outras duas são assinadas somente por Vinícius.
Confesso que, antes de ouvir o disco, imaginei que constataria algo datado, pelo simples fato de que Elizeth era uma personagem feita pelo rádio, a escola antiga de intérpretes de nossa música. Triste ilusão a minha. Como é que eu poderia pensar isso, se os arranjos eram de Tom Jobim e o violão era tocado pelo baiano João Gilberto? Só poderia sair coisa boa disso, sem dúvida.
"Chega de Saudade" na voz enluarada da Divina é um charme. Está lá nessa gravação o antológico arranjo do início, com o marcante solo de flauta. Elizeth parece deslizar na melodia com sua voz privilegiadíssima. E o violão do baiano João está onipresente em todo o arranjo.
"Chega de Saudade" na voz enluarada da Divina é um charme. Está lá nessa gravação o antológico arranjo do início, com o marcante solo de flauta. Elizeth parece deslizar na melodia com sua voz privilegiadíssima. E o violão do baiano João está onipresente em todo o arranjo.
Ao ouvir o resto do disco, me surpreendi de fato. As canções que eu conhecia menos foram as que mais gostei. "Serenata do Adeus" e "Medo de Amar", ambas assinadas só por Vinícius, são de uma beleza ímpar. Como é que o mestre Vinícius compõe algo como "Medo de Amar"? Logo ele, que descreveu tão bem o perfume do amor em suas poesias? Mas ele o fez com uma maestria incomparável (Vire essa folha do livro e se esqueça de mim/Finja que o amor acabou e se esqueça de mim/Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz/E que ter medo de amar não faz ninguém feliz...).
"Vida Bela" (Praia Branca) tem um arranjo calcado no baião, ressaltando a brasilidade dos dois parceiros autores da canção. "Modinha" é outro momento marcante do disco, com uma letra carregada de melancolia e emoção (Não!/Não pode mais meu coração/Viver assim dilacerado/Escravizado a uma ilusão/Que é só desilusão...).
"Canção do Amor Demais" serviu como uma ponte imaginária entre a chamada Era de Ouro do rádio e o momento que o País atravessava. Na década seguinte, viriam os festivais de música que trariam uma renovação ainda maior, revelando nomes que hoje já são ícones de nossa cultura popular.
Mas o fato é que a Divina Elizeth teve um papel importante para que a Bossa Nova conseguisse o respeito e a admiração do grande público. Ainda que muitos críticos puristas torçam o nariz para a influência do jazz no samba, é impossível ficar indiferente a riqueza dos versos e das harmonias criadas pelos mestres desse movimento. E ainda tinha a voz de Elizeth para completar o quadro.
Ouvir Elizeth, aliás, me fez ter a certeza de que temos que prestar mais atenção ao que os pais dizem. No meu caso, ambos (pai e mãe) eram fãs pela cantora. E eles tinham razão. A Divina era mesmo uma intérprete incrível. E merecia toda a adulação do público de sua época.
264 km de lentidão
Tenho tantos posts atrasados que chega a ser vergonhoso deixá-los na lista de espera enquanto publico esse desabafo. Mas não aguentei, precisei passar essa ideia na frente das demais, porque está insustentável a situação do trânsito em São Paulo. Hoje demorei nada mais nada menos do que 2h10 para andar somente 9km de carro. Isso é vida?Aí vocês me perguntam: choveu? Não, não choveu. Dessa vez os políticos não podem culpar nem mesmo o pobre do São Pedro. Tá certo que segunda-feira já é um dia mais carregado, mas hoje ultrapassou todo e qualquer limite.
São Paulo não sofre apenas com o famoso mal do excesso de carros. São semáforos quebrados sem qualquer razão aparente, acidentes capazes de parar regiões inteiras, isso sem falar dos ônibus que mais parecem latas velhas, e sempre entulham as vias com os seus problemas nada esporádicos.
Quem enfrenta 264 km de lentidão em plena segunda-feira de manhã não tem como manter o bom humor. Mas, inacreditavelmente, eu superei essa barreira. Ser paulistano infelizmente (ou felizmente) é isso. É se acostumar com os problemas da cidade com sentimento de impotência e achar estranho quando o trânsito está livre. Triste.
Eu adoro São Paulo, amo de paixão mesmo, mas começo a me questionar se esse amor não é platônico, aquela coisa de admiração única e exclusiva de uma só parte envolvida. Espero ansiosamente que a minha amada cidade repare em mim e me corresponda um dia, e que não demore muito. Ninguém espera a vida inteira. Aí sim eu seria uma mulher completa.
Coletiva de "Tango, Bolero e Cha Cha Cha"
Sexta-feira foi dia de coletiva de imprensa no delicioso bistrô Paris 6, na região do Jardins, em São Paulo. Estavam presentes os atores Edwin Luisi, Cris Nicolotti, Carlos Bonow, Johnny Massaro e Carolina Loback para a divulgação de “Tango, Bolero e Cha Cha Cha”.O espetáculo, que teve a sua primeira montagem no ano 2000, apresenta Edwin no papel de Lana Lee, transexual que um dia se chamou Daniel e volta de Paris, dez anos depois, para explicar seu sumiço e apresentar o novo marido para sua ex-mulher e seu filho. Enquanto a coragem não chega, finge ser uma prima distante e com a ajuda da empregada Genevra se mete em uma porção de mal entendidos.
A peça voltou aos palcos ano passado no Rio de Janeiro, repetindo o sucesso de dez anos atrás. Agora o publico paulistano tem a oportunidade de assistir e se deliciar com essa comédia, dirigida por Bibi Ferreira, no Teatro Frei Caneca a partir do dia 1º de abril.
Veja tudo o que rolou na coletiva:
Tango, Bolero e Cha Cha Cha
Onde: Teatro Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 6º andar
Quando: Sex. 21h30, Sab. 21h, Dom. 18h
Ingressos: Sexta e Domingo – R$70 / Sábado – R$80
Duração: 95 minutos
Classificação Etária: 14 anos
Informações: (11) 3472-2229 / 2230
Bilheteria: Terça a domingo, das 13h às 19h. Em dais de espetáculo, até o início da apresentação.
Aceita os cartões de crédito Visa, Mastercard, Dinners e Amex. Débito: Redeshop e Visa Electron.
Squat Party no Estúdio Emme com camarote Lérias

Há algum tempo os produtores culturais Leandro Pardí e Fabiano Karvax trouxeram para São Paulo o conceito londrino de festas secretas (o Lérias esteve na primeira edição, clique aqui para ler). O projeto deu certo e agora alça voos maiores: fica para trás o limitado espaço do Alberta #3 e entra em cena o Estúdio Emme, com capacidade para algo em torno de mil pessoas.
No próximo sábado, dia 2 abril, a festa aporta na nova casa e o Lérias e Lixos terá camarote exclusivo para comemorar 1 ano de existência do site e, também, o aniversário do incrível jornalista que assina esse texto. Claro que uma comemoração como essa não poderia passar batida. Por isso, se você é leitor do Lérias e quer badalar com a gente, a oportunidade está aí: mande seu nome e de seus amigos para leriaselixos@leriaselixos.com.br, com o título Squat Party, e pague apenas R$ 20,00 para ouvir o melhor das músicas pop’s do momento - com passeio pelos hits que dominaram as pistas há poucos anos - do indie rock e do eletro.
O line up da noite fica por conta de Fabilipo, Laís Pattak, além dos próprios Fabiano Karvax e Leandro Pardí e dos responsáveis pelo twitter de sucesso @tiposdebiscat. Então, mande seu nome e depois é só escolher o modelito. Se estiver em dúvida do que vestir, escreva para nossa colunista de moda Bia Tabosa, ela terá prazer em ajudar.
Anote aí:
Squat Party no Estúdio Emme
Dia 02 de abril, às 23h50.
Endereço: Rua Pedroso de Moraes, 1036, Pinheiros.
Ceni faz história e quebra tabu contra Corinthians
TEXTO ESCRITO POR PÂMELA ALVES E ANDRÉ COSTA.Me perdoem o clichê, mas é impossível não dizer que quatro anos de fila valeram a pena.
Na tarde deste domingo um clássico agitou o campeonato paulista, na arena de Barueri entraram em campo São Paulo e Corinthians. O time tricolor estava desfalcado, o menino Lucas - destaque na seleção sub20 - foi convocado por Mano Menezes para enfrentar a Escócia e além de ser muito mal aproveitado no jogo da manhã, fez falta no jogo da tarde, principalmente depois dos 20 minutos do segundo tempo.
Mas apesar de sentir muita vontade de falar do jogo vou centrar este post em dois fatos: o primeiro é a quebra de um tabu, há 11 jogos o São Paulo não vencia o Corinthians, desde 2007 foram sete vitórias do timão contra quatro empates. Mas nada disso tem mais importância, e isso acontece exatamente pelo segundo fato. No começo do segundo tempo o tricolor paulista sofreu uma falta perigosa, como já era de esperar vimos Ceni começar sua já ensaiada movimentação do outro lado do campo. Uma corrida nervosa até a marca, hoje a ansiedade era maior, se acertasse seria seu centésimo gol.
Com certeza, os torcedores brasileiros pararam diante de seus televisores, colaram o ouvido no rádio e aguardavam ansiosamente ouvir o apito do árbitro e acompanhavam os passos de Rogério Ceni para a bola. Narradores atentos para aquele momento que poderia entrar para a história, bastaram três passos e um chute indefensável com a perna direita. A pontaria foi certeira, e Ceni entrou na história do futebol brasileiro e do mundo. Só para comparação, outro goleiro que teve destaque por ser artilheiro foi o paraguaio José Luis Chilavert, com 62 gols em sua carreira, 38 a menos que o capitão são paulino.
Uma marca sem dúvida nenhuma que entra para a história, e pensar que o camisa 1 já foi proibido de bater faltas e pênaltis. Mario Sérgio, em 1998, não gostava da ideia de Rogério Ceni abandonar o gol e atravessar o meio campo - assim como muitos torcedores também torcem o nariz quando vêem o goleiro “abandonar” o gol. Como podemos ver no vídeo abaixo, o goleiro mostrou simplicidade ao respeitar o técnico da época, porém não abandonou os treinamentos, o que mostra garra e força de vontade, valores que muitos jogadores deveriam se espelhar.
Quanto ao jogo só tenho algums ressalvas: o árbitro marcava o que queria, não dava impedimentos, não via faltas descaradas e aplicava cartões no grito, o do zagueiro Rodolfo foi exemplo, Liédson gritou e o juiz puxou o cartão. Mas mesmo assim as três expulsões foram acertadas e, Dentinho exagerou demais na hora de revidar, merece, inclusive, uma bela punição pela atitude infatil e descontrolada.
Apesar de o São Paulo ser ainda um time mal armado e por vezes perdido dentro de campo, o Corinthians se deseperou e não conseguiu nem o empate. Bom para os são-paulinos que além de se livrarem da pequena fila de quatro anos vão ter motivo o suficiente para chacotear parentes, colegas e chefes na manhã dessa segunda-feira.Além é claro de uma pequena brincadeira, o centenário é do timão, mas o centésimo é do Ceni.
Com o resultado, o São Paulo é o segundo na tabela, atrás do Palmeiras que venceu o Bragantino por 3x0 em um jogo muito feio.
Agora vai, Imperador?
TEXTO ESCRITO POR ANDRÉ COSTA.
Essa semana tentei fugir um pouco dos assuntos típicos do futebol brasileiro, mas vou ficar devendo para a próxima coluna. A bomba da semana, melhor dizendo, dos últimos meses, seria a chegada do atacante Adriano para algum time brasileiro. Eram palpites para cá e para lá. Poderia ser o Flamengo, porque o “Imperador” já atuou pelo time carioca, mas o Palmeiras também teria chances, já que Felipão esbravejava querendo um camisa 9. No final das contas, pelo o que tudo indica, Adriano será o novo jogador do Corinthians.
A informação foi confirmada pelo portal UOL, que já dá como certa a assinatura de contrato e tudo. Boa notícia para a nação alvinegra? Bom, eu prefiro colocar as situações na balança. A primeira coisa a se pensar é sobre o passado recente do atleta. Após constantes incômodos, o artilheiro teve o contrato rescindido na Roma. Os italianos não gostaram nada de o brasileiro vir ao Rio de Janeiro e ser flagrado bebendo e, depois, ter a carteira de habilitação apreendida. Isso porque Adriano veio ao País para tratar uma lesão no ombro.
Nada contra o jogador vir à cidade carioca se tratar, até porque nós sabemos que existem diversos profissionais da saúde ótimos no País e alguns times têm excelentes centros médicos para a reabilitação de jogadores. Porém, a parte errada da história é o atacante sair para beber em um bar carioca e esquecer suas responsabilidades.
A segunda parte é o fato de não embarcar para a Itália no dia marcado e adiar o voo três vezes. Concordo que esses fatos podem estar ligados a problemas pessoais e que exigem do atleta uma posição forte para contornar as situações. Para que isso aconteça tem que ter força de vontade.
Dentro de campo não temos o que falar de Adriano. É um monstro na área e que atuou muito bem por onde passou, exceto a Roma, quando jogou apenas oito partidas e não marcou nenhum gol.
Essa semana tentei fugir um pouco dos assuntos típicos do futebol brasileiro, mas vou ficar devendo para a próxima coluna. A bomba da semana, melhor dizendo, dos últimos meses, seria a chegada do atacante Adriano para algum time brasileiro. Eram palpites para cá e para lá. Poderia ser o Flamengo, porque o “Imperador” já atuou pelo time carioca, mas o Palmeiras também teria chances, já que Felipão esbravejava querendo um camisa 9. No final das contas, pelo o que tudo indica, Adriano será o novo jogador do Corinthians.
A informação foi confirmada pelo portal UOL, que já dá como certa a assinatura de contrato e tudo. Boa notícia para a nação alvinegra? Bom, eu prefiro colocar as situações na balança. A primeira coisa a se pensar é sobre o passado recente do atleta. Após constantes incômodos, o artilheiro teve o contrato rescindido na Roma. Os italianos não gostaram nada de o brasileiro vir ao Rio de Janeiro e ser flagrado bebendo e, depois, ter a carteira de habilitação apreendida. Isso porque Adriano veio ao País para tratar uma lesão no ombro.
Nada contra o jogador vir à cidade carioca se tratar, até porque nós sabemos que existem diversos profissionais da saúde ótimos no País e alguns times têm excelentes centros médicos para a reabilitação de jogadores. Porém, a parte errada da história é o atacante sair para beber em um bar carioca e esquecer suas responsabilidades.
A segunda parte é o fato de não embarcar para a Itália no dia marcado e adiar o voo três vezes. Concordo que esses fatos podem estar ligados a problemas pessoais e que exigem do atleta uma posição forte para contornar as situações. Para que isso aconteça tem que ter força de vontade.
Dentro de campo não temos o que falar de Adriano. É um monstro na área e que atuou muito bem por onde passou, exceto a Roma, quando jogou apenas oito partidas e não marcou nenhum gol.
Agora voltando ao Brasil, os dirigentes do Parque São Jorge precisam apresentar a palavra de comando. Chegar junto e mostrar quem manda dentro do clube e fazer com que o Imperador mostre seu belo futebol nos gramados brasileiros.
Logicamente que para isso acontecer, o jogador também deve estar disposto a ser ajudado. O “padrinho” dessa nova contratação é ninguém menos que Ronaldo, um exemplo de superação na carreira. Quem sabe dessa forma Adriano poderá se espelhar e, se voltar a fazer boas atuações, o treinador Tite terá que rachar a cabeça e pensar quem colocar em campo, Adriano ou Liedson. Ou uma nova dupla estará se formando na linha ofensiva do Corinthians?
Uma nova chance está sendo dada ao atacante, agora é esperar que possa voltar a reinar nos gramados e que apareça em revistas, jornais, e páginas da internet, com um sorriso no rosto e comemorando gols com a torcida.
























